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Quando























Henrique Gondim é natalense, marido de uma amiga querida e conterrânea de Mossoró, Nayara Rosado, ambos odontólogos.  Mais do que isso, estudiosos e pais de duas garotas e um garoto. Henrique também escreve. Livros de ficção. Os únicos desse gênero que consigo ler. No seu "A Realização do Homem", uma frase chama a atenção porque mexe com a alma humana. 
"Como alguém pode pegar seus pais e largá-los num abrigo? Se eles não respondem mais aos comandos dos mortais, significa que dedicaram-se demais para que você fosse feliz. Beije-lhes o rosto e pegue-os pelas mãos para ajudá-los a subir os últimos degraus da escada da vida que os levará aos braços do Pai". 


Lembrei essa frase porque recebi  um texto, apócrifo, sobre a hora em que os papéis se invertem. Os filhos assumem a responsabilidade sobre os pais. Das experiências mais ricas que o ser humano pode ter. Vamos ao texto:            


"Quando você era bem pequeno, eles gastavam horas lhe ensinando a usar talheres nas refeições, ensinando você a se vestir, amarrar os
cadarços dos sapatos, fechar os botões da camisa. Limpando-o, quando você sujava suas fraldas,  ensinando-o a lavar o rosto, a se banhar, a pentear seus cabelos, lhe ensinando valores humanos. Por isso, quando eles ficarem velhos um dia, e seria bom que todos pudessem
chegar até aí - não preciso explicar, não é? - quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder, não se chateie com eles. Quando eles começarem a esquecer de fechar
botões da camisa, de amarrar cadarços de sapato, quando eles começarem a se sujar nas refeições, quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo, por favor, não os apresse, porque você está crescendo aos poucos e eles, envelhecendo, basta sua presença, sua paciência,  sua generosidade, sua retribuição para que os corações deles fiquem aquecidos. Se um dia eles não conseguirem se equilibrar ou caminhar direito, segure firme as mãos deles e os acompanhe bem devagar
respeitando o ritmo deles durante a caminhada, da mesma forma
como eles respeitaram o seu ritmo quando lhe ensinaram a andar, fique perto deles, assim como, eles sempre estiveram presentes em sua vida, sofrendo por você,
torcendo por você e vivendo POR VOCÊ"








                                                               

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