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30 ANOS DE COMUNICAÇÃO

Lúcia e Micarla
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Espaço Cultural em posto de combustível

Uma biblioteca está sendo montada num espaço em um posto de combustível, num bairro popular, o Planalto Treze de Maio, em Mossoró. É impressionante o projeto, em homenagem ao pai, já falecido, do proprietário. Assim, está surgindo o Espaço Cultural Eliezer Ferreira, destinado a biblioteca, apresentações culturais, contação de estórias, recital de poesia e literatura de cordel. Carlos Wellington Ferreira, o Etinho, sempre gostou de cultura, é um grande leitor, procura participar dos movimentos culturais da cidade e de lançamentos de livros. Ele conta que estava com o espaço ocioso e um poeta foi trabalhar na sua empresa. Os dois começaram a pensar sobre o uso do espaço e o poeta,  no caso Pedro Melo, incentivou-o a fazer uso de um espaço cultural. Etinho Ferreira está abrindo mão de alugar o imóvel para investir, diga-se gastar, para ofertar a população do bairro e demais clientes do posto e amigos, para usufruir desse ambiente de leitura e de cultura. Inclusive, já está todo decor…

Amigos

Veja a sabedoria desse texto, de autoria desconhecida:

       Um casal recém-casado estava sentado num sofá, num dia quente e úmido, bebericando chá gelado, durante uma visita ao seu pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho e nora.
      - Nunca se esqueçam de seus amigos - aconselhou. Serão mais importantes à medida  que vocês envelhecerem. Independentemente do quanto vocês amem sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos...
      Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...
      Que estranho conselho. Pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza a pessoa que escolhi e a família que iniciaremos serão tudo  de que necessito para dar sentido à minha vida!
       Contudo, ele obedeceu ao pai. Man…

Dia do Professor

Adelzira Cabral Freire casou-se com o comerciante João Francisco Sobrinho, o Juca Freire. O  casal teve oito filhos, todos graduados, e deixou seis netos médicos.
       Bendito Tia Adelzira, que ainda criança, ao criar o hábito da leitura, inspirou os pais e irmãos mais velhos a mudar a trajetória da família, que se arriscava a ser mais uma a sobreviver da agricultura no semi-árido nordestino. Eu, por exemplo, não estaria graduada e escrevendo essas palavras. Possivelmente, estava fadada a ser uma semi-analfabeta, lá em Pau dos Ferros, aonde ficaram nossas origens. Sobrevivendo de quê, não sei.
         Obrigada, Tia Adelzira.   

         A seguir, entrevista da professora Adelzira Cabral Freire ao programa Mossoró de Todos os Tempos, apresentado pelo professor Milton Marques, aonde ela conta sua trajetória. Esse programa foi gravado em maio de 2006. 



Lauro da Escóssia Filho

O menino que lia jornal

Por Fernanda da Escóssia Jornalista, filha
O menino aprendeu a ler aos 4 anos. De pé em cima de um banco, lia o jornal, e o povo na rua parava para ouvir as notícias. O menino nascera e crescera dentro de um jornal, O Mossoroense, fundado em 1872 por seu bisavô, Jeremias da Rocha Nogueira. No Brasil, era o tempo de um jornalismo de causas, panfletário, e O Mossoroense teve as suas: era republicano, abolicionista e antijesuítico. A lembrança do velho jornal de província invade minhas leituras enquanto leio, estudo, preparo aula e escrevo sobre jornalismo, mas também de modos mais insólitos. Ao estudar Ciências Sociais com meu filho, o livro cita a imprensa abolicionista do fim do século XIX. Pois seu tataravô fundou um jornal nessa época, filho. Abolicionista. Foi, mãe? Foi. Esse movimento abolicionista também ocorreu nas antigas províncias. Entendi. (Agora estou levemente preocupada. E se ele exagerar e botar na prova que o tataravô derrubou Dom Pedro II?) Volto à…

SILVO SANTOS VEM AI

Durante esse ano de 2017, o MIS - Museu da Imagem e do Som, na capital paulista, abrigou a exposição SILVIO SANTOS VEM AÍ, na qual o visitante conheceu toda a trajetória de Silvio Santos - considerado um dos maiores comunicadores do mundo inteiro - desde sua infância, passando pela evolução dos veículos de comunicação rádio e televisão, através de fotos, reportagens em revistas e jornais, cenários, vídeos e objetos cenográficos.  
     De longe, a impressão que deixou foi que aquela exposição merecia ganhar museu e o lugar ideal seria o Teatro Silvio Santos, desativado há anos, localizado no bairro Carandiru, na Zona Norte de São Paulo. Cheguei a comentar isso com alguns amigos e colegas do SBT e, para surpresa de todos, será exatamente no Teatro Silvio Santos, um antigo cinema, que será reformado para receber a exposição permanentemente.  





Folheto da exposição












O Castelinho de Eulina