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A PARTIDA DE UMA MÃE

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                                                                                Foto de Paulo Eduardo Inalda Cabral Rocha         Q uem disse que perder a mãe dói, falta com a verdade, pois é uma dor sobre-humana, imensurável. Mas, infelizmente, chega a hora delas e, com a minha, não foi diferente.       Deus me deu a oportunidade de estar com ela em seus últimos momentos com vida aqui na terra.       Naquele dia, ela não leu, não abriu nenhum livro e não pegou no jornal, pela primeira vez, respirou com a ajuda de um cilindro de oxigênio, que há muito fazia parte da decoração do quarto. Havia bronquiaspirado na noite anterior, porque tinha dificuldade de deglutir, comum a idosos.        Se é difícil perder pessoas próximas, então, perder alguém tão próximo, como a mãe, somente Deus para consolar.                 Quem diria que eu estaria cuidando dela... Passava um pouco das 21 horas e todas as luzes já apagadas para dormir. Em nove minutos, deixou de respirar e o coração parou.       

HILLARY E AS DESPESAS DO GOVERNO FEDERAL

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         O que Hillary Clinton tem a ver com as despesas do governo federal com alimentação em ano de pandemia?        Em sua autobiografia, a ex-primeira dama dos Estados Unidos e ex-senadora, conta sobre suas origens, de família simples, onde ela aprendeu a economizar tudo, chegando ao ponto de, mesmo morando na Casa Branca e com as despesas bancadas pelo poder público, ela explica até que ponto trouxe a educação doméstica para o resto da vida: "Até hoje, devolvo para o vidro, as azeitonas não consumidas, embrulho os pedaços mais ínfimos de queijo e me sinto culpada quando jogo alguma coisa fora".    

SÃO PAULO

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           São Paulo trinta anos depois de me aportar nela ainda representa, pelo menos para mim, o melhor do Brasil profissionalmente. A cidade que oferece mais oportunidades de postos de trabalho em todas as esferas, todos os níveis, todas as profissões, para todas as idade, sexo, situação financeira.      A cidade que há mais de cinquenta anos recebeu um parente próximo, um primo querido, com a profissão de soldador, recebeu na década de 1990, outro primo, em segundo grau, juiz aprovado na capital, aliás, o então juiz mais jovem, mereceu até reportagem na Folha de São Paulo, com direito a foto colorida.     No ano de 2020, São Paulo recebeu outro primo, agora em terceiro grau e sobrinho do juiz, que agora é juiz federal, um jovem engenheiro, residente no Itaim Bibi.      Os filhos do primeiro primo, agora soldador aposentado, o rapaz é arquiteto e a moça, pedagoga com várias especializações.      Por que estou registrando isso? A Vejinha da semana de aniversário de São Paulo, traz e

PARA QUE SERVE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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                                        Os talentosos meninos da banda Raça Negra                Para que serve o Dia da Consciência Negra? Infelizmente, descobri a duras penas que serve para pautar a imprensa no que diz respeito que há pessoas de pele negra de sucesso.          Explico: nos anos 1990, assessorei a banda Raça Negra. Eles estavam no início do sucesso, já estourado nas emissoras de rádio de todo o país, aqueles rapazes de origem simples, mudaram o cenário da música brasileira porque a partir do sucesso É Tarde Demais* , de Luiz Carlos, o vocalista da banda, a música internacional foi banida da programação radiofônica brasileira - diga-se de passagem, Madonna e Michael Jackson, símbolos do pop star internacional, cujas músicas foi tocar em outros terreiros, porque É Tarde Demais deu passagem para a música popular brasileira em todos os seus estilos, especialmente a música de raiz: samba, sertanejo e forró.           Mesmo assim, não era fácil conseguir espaço na mídia im

LIVE COM XANDO

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    Xando e Mara               Logo mais às 20 horas, participarei com o psicólogo, professor, jornalista, blogueiro e youtuber pernambucano, Xando Vilela, de uma live no seu Instagram @xandovilela para falar sobre o papel do jornalismo profissional na construção e desconstrução da imagem de figuras públicas a partir das publicações pelos veículos de comunicação que cobrem a indústria do entretenimento.        Trataremos mais especificamente da crise de imagem que passou a apresentadora e cantora baiana, Mara Maravilha, em 1993, vítima de fake news produzida pela assessoria de uma concorrente, num claro flagrante de 'puxada de tapete'.             Sendo assim, Mara foi na década de 1990, a primeira vítima de fake news no país, porque consequentemente, caiu em depressão e passou por altos e baixos, profissionalmente, gerando prejuízos em sua até então, consolidada carreira de apresentadora número dois da televisão brasileira, gerando queda de receita na vendagem de discos e da

A PRIMEIRA PROFESSORA A GENTE NUNCA ESQUECE

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                                 Educadora Inalda Cabral Rocha        A primeira professora a gente nunca esquece, ainda mais quando ela é nossa mãe. Ainda hoje é nossa professora.        No lar, nossa mãe é a primeira educadora, com ela aprendemos os princípios, boas maneiras e as primeiras letras.        No nosso caso, nossa mãe lecionava nos três expedientes para pagar todas as despesas da casa e nos dar dignidade. Eu tinha dois anos de idade quando ela decidiu dar um basta a um casamento de quatorze anos, que deu-lhe doze filhos, todos de parto normal, embora àquela altura, quatro não sobreviveram à primeira infância.        Se lecionar uma turma do Ensino Fundamental não é fácil, imagine lecionar três turmas, em três turnos, em três escolas diferentes, sem ter transporte próprio, sem a cidade ainda não dispor de transporte público e mamãe se deslocando a pé entre uma escola e outra, sempre passando em casa, para almoçar, jantar e ver como os filhos estavam, em companhia de um '

COMECE A GOSTAR DE LER

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                                                                   Marcus Pytter         "Comece a gostar de ler livros, como você gosta de andar de ônibus", essa foi a frase mais forte que ouvi a respeito de leitura. Proferida pelo empreendedor baiano arretado, Marcus Pytter, durante palestra. Ele havia acabado de perguntar quem gostava de ler livros para uma plateia de trezentas pessoas. Da metade para trás do auditório, ninguém levantou o braço. Em seguida, perguntou quem não gostava de andar de ônibus. Advinhe quantos levantaram o braço. Pois bem, foi quando citou a frase do início da postagem. Trago o assunto hoje porque é o Dia Nacional da Leitura. E desejo que todos que detestam andar de ônibus, comecem a ler porque informação é poder: PODER ter o poder de nos transformarmos através da leitura para ter a liberdade de escolha para andar ou não de transporte público é um dos maiores benefícios que os livros me deram desde cedo. E você, em que foi beneficiado pela leitura