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PARA QUE SERVE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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                                        Os talentosos meninos da banda Raça Negra                Para que serve o Dia da Consciência Negra? Infelizmente, descobri a duras penas que serve para pautar a imprensa no que diz respeito que há pessoas de pele negra de sucesso.          Explico: nos anos 1990, assessorei a banda Raça Negra. Eles estavam no início do sucesso, já estourado nas emissoras de rádio de todo o país, aqueles rapazes de origem simples, mudaram o cenário da música brasileira porque a partir do sucesso É Tarde Demais* , de Luiz Carlos, o vocalista da banda, a música internacional foi banida da programação radiofônica brasileira - diga-se de passagem, Madonna e Michael Jackson, símbolos do pop star internacional, cujas músicas foi tocar em outros terreiros, porque É Tarde Demais deu passagem para a música popular brasileira em todos os seus estilos, especialmente a música de raiz: samba, sertanejo e forró.           Mesmo assim, não era fácil conseguir espaço na mídia im

LIVE COM XANDO

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    Xando e Mara               Logo mais às 20 horas, participarei com o psicólogo, professor, jornalista, blogueiro e youtuber pernambucano, Xando Vilela, de uma live no seu Instagram @xandovilela para falar sobre o papel do jornalismo profissional na construção e desconstrução da imagem de figuras públicas a partir das publicações pelos veículos de comunicação que cobrem a indústria do entretenimento.        Trataremos mais especificamente da crise de imagem que passou a apresentadora e cantora baiana, Mara Maravilha, em 1993, vítima de fake news produzida pela assessoria de uma concorrente, num claro flagrante de 'puxada de tapete'.             Sendo assim, Mara foi na década de 1990, a primeira vítima de fake news no país, porque consequentemente, caiu em depressão e passou por altos e baixos, profissionalmente, gerando prejuízos em sua até então, consolidada carreira de apresentadora número dois da televisão brasileira, gerando queda de receita na vendagem de discos e da

A PRIMEIRA PROFESSORA A GENTE NUNCA ESQUECE

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                                 Educadora Inalda Cabral Rocha        A primeira professora a gente nunca esquece, ainda mais quando ela é nossa mãe. Ainda hoje é nossa professora.        No lar, nossa mãe é a primeira educadora, com ela aprendemos os princípios, boas maneiras e as primeiras letras.        No nosso caso, nossa mãe lecionava nos três expedientes para pagar todas as despesas da casa e nos dar dignidade. Eu tinha dois anos de idade quando ela decidiu dar um basta a um casamento de quatorze anos, que deu-lhe doze filhos, todos de parto normal, embora àquela altura, quatro não sobreviveram à primeira infância.        Se lecionar uma turma do Ensino Fundamental não é fácil, imagine lecionar três turmas, em três turnos, em três escolas diferentes, sem ter transporte próprio, sem a cidade ainda não dispor de transporte público e mamãe se deslocando a pé entre uma escola e outra, sempre passando em casa, para almoçar, jantar e ver como os filhos estavam, em companhia de um '

COMECE A GOSTAR DE LER

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                                                                   Marcus Pytter         "Comece a gostar de ler livros, como você gosta de andar de ônibus", essa foi a frase mais forte que ouvi a respeito de leitura. Proferida pelo empreendedor baiano arretado, Marcus Pytter, durante palestra. Ele havia acabado de perguntar quem gostava de ler livros para uma plateia de trezentas pessoas. Da metade para trás do auditório, ninguém levantou o braço. Em seguida, perguntou quem não gostava de andar de ônibus. Advinhe quantos levantaram o braço. Pois bem, foi quando citou a frase do início da postagem. Trago o assunto hoje porque é o Dia Nacional da Leitura. E desejo que todos que detestam andar de ônibus, comecem a ler porque informação é poder: PODER ter o poder de nos transformarmos através da leitura para ter a liberdade de escolha para andar ou não de transporte público é um dos maiores benefícios que os livros me deram desde cedo. E você, em que foi beneficiado pela leitura

O ADEUS A ARNALDO SACCOMANI

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                                                  Com Arnaldo Saccomani         A Música Popular Brasileira perdeu hoje, dia 27, um grande profissional, Arnaldo Saccomani, diretor, produtor musical e gente muito boa, um excelente ser humano.      Através de Arnaldo, aprendi sobre os bastidores da produção de um disco, algo inimaginável para quem só curte um bom som.      Através de Arnaldo, pude conhecer uma família maravilhosa de duas filhas - Júlia e Thaís - e esposa, Vera.      Através dessa família, testemunhei que por trás de um grande profissional da indústria de entretenimento, há o ser humano, o homem que não dava um passo sem a família.      Assim era Arnaldo, envolvia, trazia para junto de si, esposa e filhas, também, levava artistas para seu lar, um ambiente aconchegante, onde tinha espaço para famosos e anônimos, para gente em busca de fama, gente talentosa na área musical ou nos bastidores.      São vinte e nove anos de amizade.      Conheci as filhas, ainda crianças e pu

NOVO ANORMAL

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  Crianças na volta às aulas na Tailândia.         Diariamente, observando o noticiário criamos expectativa sobre a volta do 'novo normal'.     Acho que não haverá novo normal, enquanto não houver vacina.     Acredito num 'novo anormal'.    Como pode haver 'novo normal' sem nenhuma segurança?     Quem está indo a barzinho ou restaurante?     Quem está louco para mandar seus filhos para a escola?    Quem irá à missa, culto ou show enquanto pode assistir pela televisão ou redes sociais?     Que falta de paciência é essa que arrisca-se a  vida e de pessoas próximas, transmitindo o vírus para pais, tios, tias, avós, pessoas em grupo de risco?      Paciência tem limites, dane-se o que chama-se de 'novo normal' e não devemos nos arriscar enquanto não houver vacina, enquanto não houver cura, enquanto houver gente indisciplinada cometendo loucuras em nome de um 'novo normal'.     Pois, pelo menos para mim, não tem nada de 'novo normal', estamos a

GENTILEZA EM TEMPOS DE PANDEMIA

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      Em tempos de pandemia, tenho observado que a relação consumidor-comércio e serviços tem mudado bastante.       A pandemia tem gerado pouca ou nenhuma receita para quem vive de comércio e prestação de serviço, causando um grande caos na economia e salva-se quem tem educação financeira, seja no âmbito pessoal, doméstico ou empresarial.       Num supermercado, duas surpresas no mesmo dia,em questão de minutos. Na padaria, a moça passou os pãezinhos com uma frase: "Volte sempre".       Meu Deus! Será que ouvi direito?       Surpresa, fiz-me de desentendida e perguntei o que ela havia dito, repetiu.       Então, foi isso mesmo.       Logo em seguida, a moça do caixa, um pouco constrangida, entrega a nota das compras juntamente com um papelzinho - acima deste texto - medindo mais ou menos cinco centímetros por três, com uma frase bíblica.        Uau! Nunca tinha acontecido isso.        Quase perguntei se foi iniciativa dela, ou seja, digitar, imprimir, cortar e distribuir