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ONDE ANDA OLGA BONGIOVANNI

A televisão brasileira nos últimos tempos tem revelado talentos na linha do humor. Há muito não aparece alguém que se destaque por sua atuação na linha de programas de auditório, a não ser Eliana, nas tardes de domingo, no SBT, com bons índices de audiência.        Em 1999, a cidade de São Paulo serviu de cenário em uma forte campanha de marketing para divulgar nova atração na TV Bandeirantes. Centenas de outdoors espalhados pela cidade anunciavam a apresentadora do programa matutino Dia a Dia, Olga Bongiovanni, um nome desconhecido do grande público, até então.        Quem seria aquela mulher, já aparentando algo em torno dos quarenta anos de idade, causando curiosidade tão comum em jornalistas que cobrem a mídia? No dia prometido para a estréia, quis saber de quem se tratava pois, certamente, de alguém que valeria a pena todo aquele investimento.        Eis que surge uma pessoa simpática, bonita e magra, ingredientes para o caminho do sucesso numa carreira em televisão. Porém, Olga B…

CENTENÁRIO DE DIX-HUIT ROSADO

DIX-HUIT ROSADO
        No dia 21 de maio de 1912, há cem anos, nascia em Mossoró, Rio Grande do Norte, Jerônimo Dix-huit Rosado Maia, filho do paraibano de Pombal, Jerônimo Ribeiro Rosado, casado em segundas núpcias com a conterrânea, Isaura Rosado Maia, irmã da primeira esposa, Maria Amélia Henriques Maia, de quem enviuvara.  Jerônimo era filho de um português de Coimbra, Jerônimo Ribeiro Rosado, que residia há muito tempo em Pombal. Formado em Farmácia, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, o Jerônimo Rosado, ou seu Rosado, como era tratado em Mossoró, migrou para esta cidade, em 1890, à convite de um médico, com quem se associara para abrir a Farmácia Rosado. Seu Rosado registrou seus filhos e filhas com nomes esquisitos, o que já rendeu a participação de alguns de seus descendentes no Domingão do Faustão. Seu biógrafo, Luís da Câmara Cascudo conta no livro lançado em 1967, Jerônimo Rosado – Uma Ação Brasileira na Província que, seguindo a …

SAUDADE DE MARILEIDE

O domingo, 27 de janeiro de 2013, amanheceu triste. Notícias vindas da região Sul do Brasil diziam que uma tragédia numa boate levara mais de duzentos jovens a óbito.         Na zona norte da capital paulista, passava pouco das 6 horas, quando Marileide Felix da Silva veio a óbito, aos 61 anos de idade, após idas e vindas ao Hospital São Camilo, próximo da sua cobertura, na Rua Voluntários da Pátria.        Encerrava a história de uma baiana vitoriosa, que fez sucesso como empresária artística e compositora, na voz de sua cria, Eliemary Silva da Silveira, a Mara Maravilha. Talvez Marileide tenha feito mais de cem músicas com repertório infantil.         No noticiário que cobre a indústria de entretenimento, registra-se o falecimento da mãe da Mara. Mas Marileide Felix tinha outros atributos além de ter colocado no mundo essa filha única. Foi quem primeiro viu na filha, ainda criança a tendência para artista, algo que ela tentara e que não teve o estímulo da família, especialmente do pai,…