PEDRO DE LARA E O COVID 19

Pedro de Lara


Em tempos de pandemia, por conta do novo coronavírus - Covid 19 - em que profissionais da área da saúde pedem exaustivamente para cuidarmos do asseio - lavar as mãos ou passar álcool gel - até de forma exagerada, tenho lembrado demais de uma figura que jamais saiu da minha mente exatamente pelo seu cuidado com asseio, ao ponto de, diariamente quando chegava para apresentar seu programa na Rádio Atual, em São Paulo, fazia assepsia no estúdio, passava álcool na mesa, no microfone e acho que até na cadeira, por mim testemunhado por diversas vezes.
Assim era Pedro de Lara e a esposa Mag de Lara, sua produtora, muito organizada, que chegava sempre com uma pasta contendo o roteiro do programa, batido à máquina datilográfica, além de bolsa com uma garrafa de meio litro de álcool e uma flanela, sempre limpa. Pedro de Lara não sentava, enquanto tudo não estivesse limpo. Frequentei algumas emissoras de rádio em todo país, porém, nunca vi nem soube de algo parecido, que me remete quase que diariamente, àquela cena.
Pedro de Lara era pernambucano de Bom Conselho, foi uma das figuras mais lendárias da comunicação brasileira, atuou em rádio, televisão, gravou disco e escreveu livros, onde  desvendava sonhos e deixou algumas frases inesquecíveis:
  "Todo pai corujão faz de seu filho um bobão";
"Na vida, tem que ter estilo, quem não tem, não é isso, nem aquilo";
 "Tem gente tão rica que não tem outra coisa a não ser dinheiro".
 Pedro de Lara era uma pessoa especial, simpático e atencioso, nem de longe parecia seus personagens na televisão. Morava na região centrão de São Paulo, gostava de conversar com transeuntes, homem prático, só andava de táxi. Faleceu de câncer, em 2007.   

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