Eduardo Colin

 Nosso tempo: de livros, fatos, gente e lugares.


   
Em 2004, Eduardo entrevista a então prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini...

...para o livro A CIRANDA DA ROSA. 

Eduardo concluiu Jornalismo na UFRN, trabalha na FM 96, de Natal, e assessora o vereador natalense, Ney Lopes Júnior 

           “Aos ofuscados vencedores do Prêmio Dorian Jorge Freire de Jornalismo, por quem ninguém se derreteu, parabéns!”, assim o jornalista Marcos Bezerra encerrou seu artigo no jornal O MOSSOEROENSE.
            Dou razão ao colega, mas não por isso, dedicarei quatro artigos aos vencedores da noite que reuniu estudantes e profissionais da imprensa local. Começo este com o jovem Bruno Eduardo Nascimento Costa, que é o nosso Eduardo Colin, vencedor na categoria rádiojornalismo, faturando quatro mil reais.  Conheci-o numa manhã na recepção da TCM, final de 2003. Ele andava na emissora em busca de uma oportunidade. Queria mostrar seu talento no vídeo e, para sua sorte, naquela noite a gente faria a cobertura do Rock Consertão e Eduardo aceitou ser nosso repórter. Gravou de primeira. Ou seja, câmera ligada, repórter manda bala, sem precisar regravar, para garantir o material. Naquela mesma noite ele recebeu alguns elogios. Disseram que iria longe. Eu jamais dirigira alguém assim, que gravasse de primeira.
              Bem, mas para entender porque aquele menino ousado, já com dezesseis anos pedira oportunidade numa emissora de televisão que acabava de estrear seu canal local, precisa conhecer a história desse jovem que hoje tem vinte anos de idade. Eduardo Costa começou a escrever em jornais aos quinze anos de idade, para O MOSSOROENSE, levado pelo então editor, Emerson Linhares; depois foi para o caderno ESCOLA, da GAZETA DO OESTE, pelas mãos de seu editor, Marcos Antonio; e escreveu sobre mídia no extinto JORNAL DE NEGÓCIOS, de Shaolim.
              Afastou-se dos jornais para escrever a biografia da então prefeita, Rosalba Ciarlini, que lançou em 2004, com 17 anos. Em 2005, foi aprovado no vestibular da UERN e, no início de 2007, obteve aprovação no vestibular de Comunicação Social, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN.     
              Eduardo é mossoroense, filho dos funcionários públicos, Francisco Jadismar, natural de Lucrecia; e de Neuza, natural de Almino Afonso; residentes em casa própria, no Conjunto Abolição II. O casal ainda tem Jones Jackson, dois anos mais jovem, vestibulando de Engenharia de Produção, na UFERSA.
              Eduardo já nasceu um comunicador. Quando criança, pedia microfone de brinquedo e sua brincadeira era imitar locutores. Começou a estudar no Colégio Passos Livres, do Jardim até a 7ª série. Depois no Colégio Menino Deus, onde concluiu o Ensino Médio. Ali começara a escrever no jornal da escola. Em casa sempre teve o incentivo dos pais, que assinavam jornais para incentivar a leitura. Dos colégios onde passou, trazia livros para ler em casa e logo quis um computador, no que foi atendido pelo pai.
               Os pais investiram no filho, que faria Direito, porém, na 7ª série mudou os planos para Jornalismo. A família não o incentivou, mas também não o desmotivou. Eduardo já vencera um Prêmio Uern de Jornalismo em 2005, faturando três mil reais. Um bom começo e um grande incentivo para um garoto à época com dezoito anos de idade.  
                Depois que gravamos o Rock Consertão, Eduardo cativou-me e passou a frequentar minha biblioteca. Deve ter lido metade dos meus livros e sempre queria aprender um pouco mais. Resolvi reciclá-lo porque ele queria melhorar, ficar mais maduro na profissão que escolhera. Resultado: Eduardo foi o primeiro aluno do que viria a ser a Oficina de Jornalismo Raibrito.
                 Aqui em Mossoró, Eduardo trabalhou no departamento de jornalismo da Rádio Abolição - FM 95 - e atualmente reside com parentes em Natal, onde trabalha na FM 96. O bom filho ganhou um carrinho dos pais, que temem que o
filho não mais retorne. 
                 Parabéns, Eduardo! Você é um campeão. 

Jornal PÁGINA CERTA, maio de 2007.    


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